quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

SUNBONNET

Patchwork - Sunbonnet Sue

Por Airlene Vargas – profª de Patchwork


Quem não aplicou ou até bordou uma sunbonnet sue?
Minha primeira aplicação foi uma sunbonnet sue.

Como todas as nossas técnicas de patchwork precisamos conhecer suas origens, então pela etimologia da palavra SUN= sol, BONNET = chapéu, gorro.
O desenho da bonequinha do chapéu de sol surgiu pela primeira vez na Inglaterra, em 1867, em livros infantis ilustrados por KATE GREENAWAY (1846-1901).
Nos meados do séc. XIX, durante o período chamado Era Vitoriana, as meninas internas de uma escola em Kensington/Inglaterra iniciaram um bordado cujos moldes eram as bonecas de Kate Greenaway. Hoje conhecemos estes bordados com REDWORK.
Tais desenhos e bordados atravessaram o Atlântico, em 1867, e foram introduzidos nos Estados Unidos através da Feira do Centenário da Filadélfia.
Em 1902, BERTHA COBBERT, também ilustradora e escritora que trabalhava no Minneapolis Journal (Minneapolis cidade do estado de Minessota), lançou um livro intitulado “THE SUNBONNET BABIES”, cujos desenhos eram meninas e meninos de rosto cobertos por chapéus e gorros.
A partir desta publicação, BERTHA passou a ser considerada a “Mãe das Sunbonnets”, tendo seus trabalhos sido estampados em tecidos, canecas, etc...
No ano de 2002 foi comemorado o centenário das Sunbonnets.
Mas para tornar-se um motivo clássico da técnica de aplicação do patchwork, nossa sunbonnet aguardou até 1915, na cidade de Amboy/Minessota, quando ALICE BROWN presenteou sua neta com um quilt cujas aplicações eram a clássica bonequinha do chapéu de sol.
Apesar de serem versáteis, estando presentes nas cenas do cotidiano feminino, alegres e com um ar de inocência e ingenuidade, ao chegar o período da Depressão Americana e da Segunda Guerra, elas caíram nos esquecimento popular.
Os bordados de redwork perderam a popularidade, e as bonequinhas permaneceram vivas apenas para as quilteiras, como delicados blocos de projetos infantis.
Nos meados dos anos 80, do século passado, elas foram redescobertas e adaptadas às idéias modernas, exprimindo sentimentos e aspirações, representando feministas e produzindo sátiras.
Em 1987, Jean Ray Lavy, publicou uma serie de “sunbonnet sue”, pintando-as em uma série de aventuras e tarefas diárias que despertaram o interesse, o amor e devolvendo a sua popularidade.
Nas décadas de 80 e 90 foram criados álbuns de figurinhas (quem não teve o seu álbum?), foram pintadas em camisetas, publicaram livros com modelos em ponto cruz.
Somente em 2000 é que o bordado de redwork foi redescoberto, surgindo como mais um difusor desta nostálgica figura.
Ela assume também outros nomes como:
-A menina do chapéu
-Dutch Doll ( boneca holandesa)
-Bonnie Bonnet
-Sun Bonnet Babies
-Carmen ( menina mexicana/espanhola com “sombrero”)
-o similar masculino é o Bill

Hoje no Brasil e no mundo, ela retorna com sua popularidade em alta, sendo tema de logomarcas, estampas de tecidos, etc....




 











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